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sábado, 29 de maio de 2010

Dia dos namorados.SEM NAMORADO.

Tá chegando o dia dos namorados,um dia delicioso pra quem tem um.
Um dia fúnebre pra quem tá solteira como eu.
Jurei pra mim mesma que vou passar esse dia de preto.(Perdoem esse meu exagerismo agudo.)
O pior não é nem o dia em si,o pior mesmo é a repercussão que esse dia tem.
O marketing f.d.p. que te lembra a todo instante que esse ano você está sozinha.
ALONE,baby!
-Tá,mundo,eu tô solteira,e daí?!Serei apedrejada?!
Certo,isso não é uma tragédia tão grande assim,afinal existem coisas piores na vida(se existem!)
Mas,quem tá solteira há de convir comigo,que dia horroroso!!!
Caaaalma...não vamos deixar nossa peteca cair(se a sua caiu,faça o favor de levantá-la!)
Vamos pensar pelo outro lado,ok?!
Estamos sem namorado,sim,mas valeria a pena ficar com um cara que não nos atrai em nada?
Só pra você sair da lista das solteiras?
Imagine aí,você e aquele mala.Ele te afogando com coisas idiotas e você,linda,cabelo escovado,esperando alguém te arremessar um salva-vidas e te arrancar dos braços desse babaca.
Você tá namorando um idiota pra quê?Pro seu ego ser massageado?Pra aquela sua tia chata parar de te perguntar por que você não tem a droga de um namorado?Pra satisfazer os outros?
É isso mesmo,senhorita falta-de-personalidade?
Poxa,se não tem ninguém interessante no momento,é melhor ficar sozinha,não?
Claro que é,acontece que nós estamos sempre sendo exigidas,quer seja pelos outros,quer seja por nós mesmas(mais ainda por nós mesmas!)
Eu confesso que odeio essa data(12 de junho),porque toda vez que ela chega,o meu destino arranja um jeito de me deixar sozinha.Só não odeio esse mês porque,por obra do acaso,eu fui nascer justamente nele.
A verdade é que é foda mesmo passar esse dia sem ninguém,mas não vale a pena arranjar um"pseudo namoro"só pra que os outros vejam que você tem alguém.
Afinal,o cara que tem a sorte de esquentar o sofá da sua sala precisa honrar o posto.
Não é mesmo?Ele tá levando seu coração em vantagem,você tem o direito de exigir que ele seja no mínimo interessante,beeem interessante de preferência e que valorize o fato de ter uma garota especial como você ao lado dele.
Tamillys Camilo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Meu descompasso


O meu radicalismo, a minha entrega, o meu desapego pelo óbvio e a minha inconstância, chocam!
Até eu me assusto com a forma como assusto as pessoas, sinto que sou dotada de extravagâncias que todos vêem, mas eu desconheço.
Será que banalizar sentimentos, aceitar a rotina e sentir tara pelo comum é o que esperam de mim? Será esse o segredo dos socialmente adequados?
Sinto muito em decepcionar, mas eu nasci para os extremos, para as ousadias, aposto nas improbabilidades e acredito no impossível. Eu só gosto do que é pra valer, do que dói quando me deixa, do que aperta o coração quando não tá perto, do que ou é doce de enjoar ou amargo de fazer careta.
Eu não suporto a covardia dos indecisos, o medo dos que não arriscam, a voz dos que sempre calam e muito menos o conformismo dos que desistem. Sou aversão a hipocrisia, a choro falso, a gargalhada abafada, a essa gentinha que anda por ai dizendo o que gente tem que ser e não faz metade do que diz. Tenho profunda admiração pelos que vivem em liberdade, que seguem suas crenças, seus valores, que criam um ideal, vivem nele e as vezes morrem por ele. Num mundo onde tudo é relativo, eu vou com aqueles que respeitando isso não desistem de procurar o absoluto.
Sou tão adulta quanto a vida me exija e tão criança quanto o coração me implore. Sou decisão, 0.8 ou 800, sou sono profundo e insônia, montanha russa, descompasso, sou desastrada, exagerada, insensata no amor, passional no ciúme, doente na paixão, sou toalha molhada na cama, sou mil livros na cabeceira e 'trocentas' músicas na cabeça, sou aquele choro de deixar a cara amassada e aquela risada que pode ser ouvida do outro lado da rua, sou coração simples e humilde, mas sempre certo. Sou tanto erro e tão pouco acerto, tanta sorte e tão pouco juízo, tanta coragem e tão pouco destino. Sou isso, sou outras coisas, mas sou eu mesma.


BY AMANDA TELES